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Cooperação entre Município de Braga e UMinho permite avaliar pobreza energética no Concelho

No âmbito da cooperação com o departamento de Sociologia da Universidade do Minho, foi realizado um estágio intitulado “Pobreza energética das famílias em bairros sociais de Braga”.


O estágio visa conhecer o impacto da pobreza energética no quotidiano dos indivíduos e ainda como podem ser satisfeitas as necessidades básicas dos residentes. Quer através de programas de ajuda pública, quer de apoio financeiro a quem se encontre em situação de risco económico.


Para o tratamento dos dados e desenvolvimento da investigação, foram realizadas entrevistas por questionário a uma amostra específica, estatisticamente significativa, da população. Entre os quais, moradores dos conjuntos habitacionais dos bairros sociais das Andorinhas e Enguardas. Desta forma, foi possível obter as perceções dos inquiridos sobre a sua situação energética e económica e o conforto/desconforto térmico das suas casas.


Privilegiou-se o método da investigação-ação com o propósito de estabelecer contacto direto com a(s) realidade(s) energéticas e, em conjunto com os moradores, encontrar respostas governamentais e municipais para o combate à pobreza energética. Recorreu-se à observação direta dos edifícios que se completou com a análise documental (mapas, plantas e fotografias) para caracterizar os bairros e a entrevistas por questionário.


Na Semana do Clima, que decorrerá de 23 a 29 de Setembro, será realizada uma campanha, nos referidos bairros sociais. Com o objetivo de sensibilizar os residentes para soluções práticas, serão apresentadas dicas de como melhorar a sua situação energética. Serão ainda realizadas uma sessão teórica de sensibilização e visitas aos apartamentos, de quem se mostrar interessado, o que será realizado com o apoio técnico da Cooperativa Coopérnico, ao abrigo do programa europeu Sun4All.


Em Portugal, mais de 2 milhões de pessoas encontram-se em situação de pobreza ou risco e exclusão social. Apesar do conceito de pobreza e de pobreza energética não serem sinónimos, são indissociáveis no acesso à energia, dada a fraca disponibilidade financeira, agravada pela inflação associada à Covid-19. Assim, o aumento do custo de vida e a subida dos preços da energia, tendo em conta o período de guerra entre a Ucrânia e a Rússia, são fatores que colocaram Portugal, segundo a União Europeia, como o quinto país com maior risco de pobreza energética, no contexto europeu.

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