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  • Foto do escritorBragaHabit

Bairro social do Picoto: deslocalização de famílias poderá acontecer

A Câmara de Braga e a BragaHabit ponderam deslocar famílias. Em causa estão as condições de segurança em algumas habitações.



Proprietária plena do bairro social Picoto, a Câmara de Braga tem agora condições para intervir.

Uma das prioridades do Município e da BragaHabit passa por deslocar algumas famílias cujas habitações estão em risco de segurança.


Atualmente com 45 famílias, existem cinco a seis habitações sinalizadas como não tendo muitas condições de segurança. Nestas habitações, que já estavam previamente identificadas, o processo de deslocalização foi agora intensificado.


As famílias vão ser realojadas em habitações arrendadas dispersas pelo concelho. Ricardo Rio avançou que de momento não existe qualquer projeto para requalificar o bairro. Essa intervenção dependerá das linhas financiamento que possam vir a existir. O Presidente da Câmara de Braga acrescentou ainda que


Vamos avaliar formas de tentar intervir neste espaço. Veremos qual a mais compatível com as necessidades daquele bairro, sem colocar em causa que o processo de deslocalização de famílias possa continuar.

Com a aprovação de um protocolo entre a Fundação la Caixa, o Município de Braga e a BragaHabit, a vereadora do PS, Helena Teixeira questionou se existe alguma intervenção de âmbito social no Picoto, à semelhança do que acontece noutros bairros da cidade.


Ricardo Rio e Carlos Videira, o administrador da BragaHabit, referiram que a componente social abrange todos os bairros.

Carlos Videira reforçou ainda que


Temos um técnico responsável pelo acompanhamento social das pessoas que vivem no Picoto. Além disso, representantes do bairro têm participado nas reuniões mensais realizadas com representantes dos moradores e das associações de moradores de todos os bairros. No caso do programa O Programa Viva O Bairro, é ali dinamizada a Escola de Música e Cidadania Picoto, pela Agência do Bem/Fundação Bomfim.

Ainda sobre o bairro do Picoto, Bárbara Barros, da CDU, voltou a defender a deslocalização de todas as famílias pelo concelho e a demolição de todo o local. Apelou ainda ao Município e à BragaHabit uma integração mais completa e alargada no tempo.


Quanto a uma eventual demolição do bairro do Picoto, Ricardo Rio referiu que


O facto de não existir bairro não era uma má opção, pois no fundo libertaria o espaço para o parque do Picoto. Porém, neste momento não há nenhuma obrigação de desactivação do bairro, há é uma avaliação continua de oportunidades para ali intervir.
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